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A Tele Saúde é o novo Ouro

O ouro é um bem considerado valioso há milênios, de sorte que, em determinados momentos da história, as pessoas descobriram lugares onde ele podia ser escavado com facilidade. As descobertas motivaram pessoas a se deslocarem para esses lugares, buscando enriquecimento. Tais movimentos migratórios ficaram conhecidos como corridas do ouro.

Quase sempre, o ouro é descoberto em áreas isoladas e inóspitas, porém, como muita gente é atraída a esses locais, acabam se formando grandes cidades, como Ouro Preto, San Francisco, Melbourne e Johannesburgo.


Uma série de desvios vêm a reboque dessa corrida. Na esperança de retornos rápidos e “infalíveis”, pessoas desfazem-se de suas economias, buscando insumos para chegar primeiro. Por outro lado, o que ocorre na maioria das vezes é encontrar competição acirrada, com retornos muito abaixo do esperado, gerando frustração, stress, e em casos extremos, violência e mortes.


Com a tecnologia não é diferente. Tivemos a corrida pela web nos anos 90, que gerou a bolha “pontocom” do ano de 2000. A ela se seguiu o surgimento de empresas disruptivas como Facebook, Uber e AirBnB, e consolidação de Google e Amazon, o que gerou uma segunda onda de jovens empreendedores buscando inventar o mais novo unicórnio e enriquecer rapidamente, tal como nas corridas do ouro. Exceto os assassinatos que ocorriam na San Francisco do século XIX, todo o stress e frustração de uma maioria que não consegue alcançar seus objetivos, é bastante similar às antigas corridas realizadas a cavalo.


O ano de 2020, com a pandemia de Sars-Cov-2, iniciou uma nova corrida, em busca da Tele Saúde. Estudos e discussões que se estendiam há anos, como a regulação da Telemedicina no Brasil, se desdobraram em poucas semanas. A ideia da Philo Care, que vêm desde o ano de 2002, de monitorar a saúde das pessoas com wearables, e oferecer ajuda antes do início dos sintomas, finalmente passou a ser tratada academicamente em mais e mais experimentos científicos.


O terreno inóspito da desconfiança com o uso da telemedicina, ou na precisão de dispositivos de consumo de massa (smartwatches) em comparação com dispositivos médicos (equipamentos de clínicas diagnósticas), foi suprimido rapidamente quando as pessoas, em isolamento social, não podiam sair de casa, e portanto, de nada adiantavam os equipamentos das clínicas diagnósticas.


A capacidade de monitorar a situação com equipamentos simples e baratos passou a ser o NOVO OURO. Estudos de várias consultorias de inovação, entre elas a Dealroom.co, observaram que o setor de Tele Saúde foi extremamente acelerado com a pandemia, mais que compras pela web, gaming ou até entrega de comida.



Foi quando, finalmente, a prestigiada Revista Nature, em parceria com uma das melhores universidades de medicina do mundo, a Stanford Medicine, concluiu um trabalho com 5262 indivíduos, onde foi possível detectar o Covid19 até 9 dias antes do início dos sintomas (!!!).


Nas palavras da revista Nature:


“Smartwatches e outros wearables são usados por milhões de pessoas, e medem vários parâmetros como frequência cardíaca, temperatura e sono. Neste estudo, investigamos o uso de wearables para detecção precoce de Covid19 com dados retroativos, e também demonstramos como esses mesmos parâmetros poderiam ser capturados dos wearables continuamente, construindo um serviço de monitoramento de saúde em TEMPO REAL.”


E inicia-se a corrida pelo ouro do telemonitoramento. Um grande número de empresas e pessoas, sem aprofundamento acadêmico e tecnológico, realizando experimentos com saúde. É comum encontrar empresas construindo soluções de atendimento remoto simplesmente colocando um paciente de um lado, um médico do outro, e conectando-os via Zoom, Google Meet, ou mesmo Whatsapp, sem nenhum tipo de registro de dados prévios de saúde, ou do que foi falado na consulta, ou mesmo os registros da prescrição que foi dada pelo médico.


Por outro lado, soluções com marketing bastante apurado, porém com baixo valor prático, como os apps que utilizam a câmera do celular para capturar frequência cardíaca, oximetria sanguínea e stress (facilmente capturados por qualquer Smartwatch milhares de vezes ao dia), onde uma única captura custa o mesmo que uma consulta de telemedicina, sem capacidade de medição contínua em tempo real.


Em linha com o “Digital Health Framework” publicado pela Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS), a visão da Philo Care para essa corrida em busca de um telemonitoramento eficiente, barato em tempo real, passa por pilares indispensáveis:


1) PACIENTE NO CENTRO: Sempre deve estar informado, consciente do que está sendo feito com suas informações, participar das decisões.


2) DADOS EM TEMPO REAL: Acessar o wearable em tempo real, utilizando IoT (os aplicativos dos fabricantes não são capazes de realizar essa tarefa em tempo real).


3) SEGURANÇA DE DADOS: Oferecer segurança e compliance com as regulamentações atuais (LGPD, HIPAA e GDPR), e preparo para atender as regulamentações que estão a caminho (ética da Inteligência Artificial e regulação ANVISA para apps de Saúde).


4) FACILIDADE DE USO: Armazenar o dado de forma automática e simples, sendo acessível aos mais idosos ou mesmo em vulnerabilidade cognitiva (Alzheimer, Parkinson, etc) poupando o paciente de embaraços como download de apps, configuração de usuário, senha, etc.


5) INTEROPERABILIDADE: Ter a capacidade de ler dados de várias fontes e enviar os dados de forma padronizada (interoperabilidade de dados).


6) IA AUTOMATICA: Possuir uma Inteligência Artificial que analise os dados automaticamente e gere alertas de desvios, poupando o tempo e dando tranquilidade a pacientes, famílias, agentes de saúde e médicos.


7) CAPACIDADE DE RESPOSTA: Oferecer alternativas de resposta caso se detecte algum desvio, por exemplo: avisar família, acionar um enfermeiro, acionar um médico.


Finalmente, com Saúde não se brinca. Em busca de tranquilidade com a sua saúde em tempos difíceis como os que estamos passando, procure pesquisar soluções estabelecidas, comprovadas e com elevado grau de conhecimento técnico. Com isso, você evitará decepções com os “mineiros de primeira viagem”, todos atrás do Novo Ouro que é o Telemonitoramento de Saúde.


Referências:

Nature: Pre-symptomatic detection of COVID-19 from smartwatch data:

https://www.nature.com/articles/s41551-020-00640-6


HIMSS: Digital Health - A Framework For Healthcare Transformation:

https://www.gs1ca.org/documents/digital_health-affht.pdf


Dealroom.co: Impacts of Covid19 in Startups:

https://blog.dealroom.co/wp-content/uploads/2020/03/Corona-vFINAL.pdf?_ga=2.39092768.2086979399.1611089557-193603053.1610059636

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