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Como foi o Medical Pitches

A primeira edição do Medical Pitches ocorreu em 18 de setembro de 2020 e foi um sucesso!



A competição foi acirrada, dado que todas as empresas já haviam passado por um filtro e ganharam a possibilidade de apresentar seus projetos no evento.


A banca examinadora foi composta por:

  • Bruno Pina: Chief Digital Officer da AstraZeneca Brasil

  • Douglas Betioli: CEO & Founder da Philo Care

  • Fernando Danesi: Head de Screening da BR Angels

  • José Loureiro: Board Member & Investor da BR Angels

  • Cristiano Kanashiro (Kana): CEO da GO.K e fundador da Missão Covid

  • Malu Sevieri: Diretora Geral da Medical Fair Brasil

Os 6 jurados avaliaram os seguintes critérios:

  • Energia da apresentação,

  • Qualificação da equipe gestora,

  • Domínio do tema,

  • Solidez do plano de negócios,

  • Atratividade para investimento anjo;



Após as apresentações, os jurados atribuíram notas em escala de Likert, utilizando um aplicativo onde um não tinha acesso às notas do outro.


A grande campeã foi a Dr Kids, que ganhou o direito de participar da “Startup Park” na feira “Medica” em Dusseldorf na Alemanha, que ocorrerá em 2021. A segunda colocada foi a Cor.Sync e a terceira foi a Vivax, e todas as startups receberam um certificado de participação.


Pra quem não conseguiu acompanhar, deixamos aqui o link para o vídeo completo:
https://www.youtube.com/watch?v=SDTaj5eO99M

Foram quase quatro horas de transmissão ao vivo. Segue um resumo do que cada empresa trouxe de mais inovador:


3Wings (0:03:00 a 0:27:00)


A 3 Wings apresentou dois produtos: uma solução para gestão dos processos hospitalares baseada em Lean Six Sigma (Lean Manager) e uma tecnologia para integração de dados de UTI (UTI Control).


Seu “Real Time Lean Management” foi implantado no Real Hospital Português de Pernambuco, aumentado em 211% a produtividade dos maqueiros, reduzindo em 65% o tempo de liberação dos leitos para nova internação (de 6 para 2 horas) e reduzindo em 34% o tempo total de higienização, o que eleva a eficiência operacional do hospital.

Já possui 40 clientes, sendo 3 pagantes e os demais Freemium. Buscam parceiros e investidores para escalar sua solução, que segundo seu diretor Erich Brants, melhoram a eficiência operacional dos hospitais, tão impactados com a pandemia.


Teledoutor Angola (0:28:00 a 0:42:40)

Trouxe uma solução de Telemedicina, focada no continente Africano, favorecendo o acesso universal à saúde, apoiando os cuidados primários de saúde ao conectar médicos e pacientes através da tecnologia.


Sua solução, simples e intuitiva, permite que médicos atendam em horários flexíveis, sem sair de casa, com consultas curtas, melhor qualidade de dados clínicos, doentes pre validados no aplicativo e resumo dos sintomas pronto antes da consulta.

Com tudo isso, configura uma potente solução para democratizar o acesso à saúde, facilitando a vida de pacientes e médicos.

Cor.Sync (0:43:00 a 0:57:30)

7 milhões de pessoas morrem anualmente de infarto, 200 mil só no Brasil. Quanto mais rápido for o diagnóstico do infarto, maior a probabilidade de salvar o paciente. Pensando nisso, a Cor.Sync criou um dispositivo portátil e de operação simples, capaz de diagnosticar infarto em menos de 10 minutos, muito mais rápido que o processo tradicional, que leva mais de 1 hora.

O dispositivo portátil tem o tamanho de uma maleta, possui fácil operação, basta coletar o sangue com a lanceta específica fornecida pela Cor.Sync, e inseri-la no dispositivo. As lancetas são recicladas para maior eficiência ambiental.


O equipamento é oferecido em comodato, com assinatura mensal e compra das lancetas descartáveis para coleta de sangue. Segundo Raul, o CEO, esse modelo diminui o custo de aquisição, e permite uma ampla adoção do equipamento em unidades de saúde e hospitais, o que seguramente salvará muitas vidas.

DC More Lives (0:58:00 a 1:11:00)

Percebendo a dificuldade de vendedores em expor e alavancar seus produtos de saúde, e dos compradores em pesquisar preços, cotar e avaliar seus vendedores, a DC More Lives resolveu criar um marketplace focado em saúde, um shopping virtual onde vendedores colocam seus produtos disponíveis nas vitrines e compradores possam encontrar tudo o que precisam em um só lugar, desde tomógrafos a descartáveis.

Em menos de 1 ano, a DC já acumula mais de 50 mil visitas ao site, com mais de 17 mil usuários individuais, e avaliações bastante positivas.


Segundo o CEO Danilo Cabral, a DC diferencia-se por: permitir cadastro gratuito e sem mensalidades, cobrar tarifa somente mediante venda, não utilizar espaço físico para estoques, permitir vendas e compras num mesmo perfil, possuir gateway de pagamentos automatizado; com isso, possuem escalabilidade diferenciada e estão em franco crescimento.


Dr.Kids (1:11:30 a 1:34:30)


Preocupados com a necessidade dos pais em comunicar-se com médicos sem ter que sair de casa, a Dr.Kids criou uma plataforma específica para pediatria, que acompanha a jornada de papais, mamães e filhos, desde a gravidez, até a adolescência.

Desde o pontapé inicial em março de 2018, quando a ideia foi premiada em evento de inovação, no primeiro mês o MVP ficou pronto, no sexto mês começou a monetização, e em 2020 a startup foi incubada pela Eretz Bio e Startup SC. Hoje em dia, a plataforma acumula mais de 5000 cadastros, sendo 1228 clientes ativos, possui 61 médicos, 119 multiprofissionais e realizou 912 consultas nos últimos 12 meses.


O CEO Juliano Schaefer ressalta que a Dr.Kids diferencia-se de seus concorrentes como Dr Consulta e Docway. Enquanto elas são plataformas de atendimento multiespecialidade, a Dr.Kids é especializada pediatria, com foco em garantir a melhor jornada e experiência de crianças, pais, médicos e demais profissionais envolvidos. Com isso, nos próximos 3 anos busca expandir sua atuação para 25 estados do Brasil, com receita líquida superior a R$ 4 milhões.

HiTalk (1:48:00 a 2:01:00)

Com a emergência da telemedicina e soluções de telessaúde, a HiTalk percebeu que não havia soluções focadas em fonoaudiologia, um mercado bastante vibrante nos EUA. Com isso, o fonoaudiólogo americano Guy Fava, criou a plataforma HiTalk para operar no mercado americano, que em seguida foi trazida para operar também no Brasil.

Em menos de um ano de operação, a plataforma acumula mais de 20 profissionais, 400 clientes, 1400 consultas e mais de 15 mil minutos de atendimento.


Guy menciona concorrentes mais caros e menos especializados, como o Zoom (versão saúde – HIPAA), e explica que o HiTalk oferece mais funcionalidades e performance, a um preço mais acessível.

Sensonore (2:01:30 a 2:21:00)

A OMS considera que o som não deve ultrapassar 55dB para não causar prejuízos ao ser humano. Em hospitais, bibliotecas e escritórios, o valor tolerável é ainda menor, abaixo de 45dB. Por outro lado, a geração de ruído é algo difícil de controlar e administrar, especialmente em espaços públicos.

Pensando nesse problema, o consultor e engenheiro de segurança do trabalho aposentado Jairo Girola desenvolveu uma solução prática, de baixo custo, com baixo consumo de energia, para controlar o nível de ruído em qualquer ambiente.


Trata-se de uma placa luminosa de “silêncio”, que acende e emite um alarme sonoro sempre que o ruído naquele ambiente ultrapassar o limite, que é facilmente regulado por um botão giratório. Jairo assegura que, nos diversos clientes que usam a solução, como bibliotecas e hospitais, a presença do dispositivo e seu alarme sonoro diminuiu significativamente os níveis de ruído, por configurar um “fiscal eletrônico”, e facilitando a vida dos colaboradores e frequentadores do local.

Suprevida (2:21:40 a 2:37:00)

Após uma experiência pessoal, onde seu pai teve dificuldades em obter cuidados e equipamentos médicos que precisava, o empreendedor Rodrigo Correia enxergou uma oportunidade e fundou a Suprevida.

A ideia é conectar compradores, profissionais de saúde e fornecedores de pequenos serviços, reunindo informações de saúde, cuidados profissionais e produtos de saúde em um único local. Em menos de 2 anos, mais de 1700 entregas foram realizadas, com mais de 1800 produtos catalogados e 60 marcas diferentes. Rodrigo explica que o mercado endereçável é superior a R$ 85 Bilhões anuais, somente no Brasil, de sorte que a empresa tem ambiciosos planos de expansão.


Vita (2:38:00 a 2:54:00)

Diante dos numerosos casos de câncer uterino, represamento de exames devido ao Covid19, alto custo e demora no diagnóstico de testes citológicos de papiloma, a Vita apresenta uma solução inovadora.


Com uma solução iniciada na Colômbia há nove anos, e trazida para o Brasil em 2013, a Vita desenvolveu um projeto de Tele-Saúde que gerencia, agenda, lauda, contabiliza, auxilia no diagnóstico, tele-consulta, digitaliza, com baixo custo operacional e que segue as normas de segurança da informação ISO 27000.


O produto já foi testado no Brasil, Colômbia e Cuba. Segundo os sócios Ramon Salinas e Juan Galindo, um diferencial importante é a redução no prazo e no custo dos diagnósticos, que no SUS levariam 40 dias, com a Vita o resultado é disponibilizado em 2 horas, configurando um ganho expressivo.


Vivax (2:54:30 a 3:08:30)

A última a se apresentar foi a Vivax, representada pelo seu CEO Antônio Makiyama. Incomodados com o alto custo e ineficiência das soluções de reabilitação de pacientes de AVC com perda motora de membros superiores, Antônio, que é engenheiro, e seu irmão Tomas, fisioterapeuta, resolveram desenvolver algo diferente.

Analisando as necessidades dos pacientes, e investigando as limitações dos concorrentes suíços e americanos, os irmãos Makiyama desenvolveram o “A.R.M.” (Assistive Rehabilitation Machine), um robô portátil dotado de uma manopla que se assemelha a um joystick. Enquanto os concorrentes pesam 80kg e custam 200 mil dólares, o ARM pesa 15kg e custa 70mil dólares, configurando uma solução portátil e viável em clínicas, hospitais, e até para atendimento domiciliar.


Desenvolveram também uma plataforma gamificada que aumenta o engajamento do paciente, o que aumenta em até 10x seu nível de movimentação, acelerando a recuperação e transformando a fisioterapia em algo motivador e divertido. Antônio assegura que os pacientes chegam ao final da consulta pedindo pra continuar jogando, e que os resultados clínicos comparativos são significativamente melhores.

Aos 3:38:00 fazemos um fechamento para anúncio da classificação, ressaltando que todas as apresentações tiveram excelente nível e possuem alto potencial.


Nosso objetivo principal foi alcançado: fomentar o ecossistema de startups, incentivando mais e mais pessoas a empreender e criar soluções eficientes e acessíveis para a todos.


Nos vemos ano que vem!

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Philo Care é um serviço que utiliza smartbands, transmissores e dispositivos Wi-Fi, que são equipamentos 

eletrônicos de consumo, sujeitos a flutuações de sinal e imprecisão, de sorte que não são dispositivos médicos. Eles não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir doenças, o que deve ser feito por um médico.